Jesus realmente existiu?
Sim. O Novo Testamento apresenta Jesus como uma pessoa real da história, ligada a governantes e lugares citados e respaldada por testemunhas oculares que ainda podiam ser interrogadas. Seus autores insistem que não contam mitos.
Algumas pessoas se perguntam se Jesus foi uma pessoa real ou uma figura de lenda. A Bíblia não responde “apenas creia”. Seus autores dizem claramente que contam fatos que aconteceram e dão nomes, lugares e testemunhas para que o leitor possa conferir.
Lucas escreveu como historiador
Lucas abre o seu Evangelho como um historiador antigo e explica o que fez antes de escrever.
Como muitos empreenderam pôr em ordem o relato das coisas que entre nós se cumpriram, conforme os que as viram que desde o princípio, e foram servidores das palavra, nos transmitiram, pareceu-me bom que também eu, que tenho me informado com exatidão desde o princípio, escrevesse-as em ordem a ti, caríssimo Teófilo, para que conheças a certeza das coisas de que foste ensinado.
Lc 1:1–4 · Bíblia Livre
William MacDonald observa que no prefácio Lucas cita suas fontes escritas e orais e o método que seguiu, e conferiu a exatidão do que reuniu. A Bíblia de Estudo de Genebra lembra que o próprio Lucas não viu Jesus: ele escreve a partir de sua pesquisa e considera plenamente confiável o que apurou. John MacArthur acrescenta que Lucas pôde consultar testemunhas oculares: teve mais de dois anos em Cesareia enquanto Paulo estava preso ali, e sabe-se que encontrou Filipe (Atos 21:8).
Já havia muitos relatos. Segundo a Bíblia de Estudo de Genebra, muitos desses escritos antigos não chegaram até nós. Os Evangelhos não são, portanto, a primeira tentativa de registrar a vida de Jesus, mas os que se conservaram.
Governantes reais, datas reais
Lucas não deixa a história de Jesus num vago “era uma vez”. Ele a amarra ao mapa político de sua época.
No ano quinze do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos o governador da Judeia, Herodes tetraca da Galileia, e seu irmão Filipe o tetrarca da Itureia e da província de Traconites, e Lisânias o tetrarca de Abilene; sendo Anás e Caifás os sumos sacerdotes, a palavra de Deus veio a João, filho de Zacarias, no deserto.
Lc 3:1–2 · Bíblia Livre
Albert Barnes explica que o décimo quinto ano de Tibério é contado a partir do início de sua corregência com Augusto, e a Bíblia de Estudo de Genebra o situa entre os anos 27 e 29 d.C. MacArthur esclarece que Anás manteve o poder real mesmo depois de deposto e que Caifás era seu genro, e menciona que o historiador judeu Josefo também registra Anás como sumo sacerdote.
Todos os citados eram autoridades reais: o imperador Tibério, Pilatos, o tetrarca Herodes, os sumos sacerdotes Anás e Caifás.